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Psicoterapia Breve de Casal



Desde que Freud apresentou ao mundo a teoria e a técnica psicanalítica, o desejo de abreviar a duração dos tratamentos psicológicos sempre esteve presente ao longo do tempo. Embora utilizada há muitos anos e ser comprovadamente uma proposta de trabalho eficaz, a Psicoterapia Breve ainda é uma modalidade de trabalho pouco conhecida pela população em geral, o que acaba desencadeando algumas dúvidas e questionamentos.

Muitos estudos reconhecidos têm mostrado que os tratamentos psicoterápicos de longo prazo não são os únicos métodos válidos e que a Psicoterapia Breve pode resultar em um trabalho de amadurecimento e crescimento para o paciente.  Quando eficaz, auxilia o indivíduo a mudar a visão que tem de si mesmo, a se redescobrir como alguém capaz de produzir, de modificar suas atitudes e, portanto, de superar mais rapidamente suas dificuldades. 

Para muitas situações ou diagnósticos, a Psicoterapia Breve é uma proposta de trabalho extremamente benéfica e capaz de proporcionar aos pacientes uma melhora, além de ajudá-los a modificar suas atitudes com base em uma melhor compreensão de seus sofrimentos. 

No trabalho com casais, por exemplo, a Psicoterapia Breve é uma indicação que merece ser amplamente considerada. O limite de tempo estabelecido e a ênfase no trabalho com um foco são aspectos que podem trazer benefícios e vantagens aos pacientes, quando a queixa reside na problemática conjugal. 

Em outras palavras, a limitação do tempo de tratamento estabelecido desde o início e um foco definido são aspectos que asseguram esta proposta de trabalho que tem como ponto de partida a ideia de que não faz sentido realizarem-se duas psicoterapias individuais em um atendimento de casal. 

Os pacientes se beneficiam muito mais quando podem ser auxiliados, enquanto casal, a desvendarem os sentimentos que estão por trás de repetidos e constantes desentendimentos, os motivos e razões alegados pelo desencontro e desencanto que nem sempre são conscientes e fáceis de localizar, verbalizar e compreender. 

Porém, assim como há a possibilidade de uma evolução qualitativa na relação conjugal, nada impede que o casal chegue à conclusão que a ruptura venha a se colocar como a melhor saída. Nestes casos, a Psicoterapia Breve poderá ajudá-los a administrar a separação de modo a torná-la não só menos dolorosa, mas, principalmente, mais digna e civilizada. 

Quando se pensa em um tratamento eficaz, não se pode desconsiderar a formação e a experiência do profissional. É preciso pesquisar, pedir indicações, conhecer o profissional, pois, dar início a um processo psicoterapêutico - qualquer que seja ele - é uma decisão que deve ser tratada com ética e respeito. 

Portanto, para a realização de um trabalho psicoterapêutico breve com casais é fundamental que o profissional disponha de conhecimentos teóricos e técnicos que possibilitem os recursos necessários para lidar com a situação de maneira adequada. 



 
Texto elaborado por Márcia Barone Bartilotti, psicóloga clínica.
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